sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

11-11-08

Moço, meu nome não sei.
Meus pecados e meus amigos
São todos de ontem
Portanto não soa tátil

Argumentos e imprevistos
Puseram-me a vida fácil
No entanto, minha tragédia,
Ocorreu no silêncio do mar

Em vida fui muitos joões
Também não nego, tive ares de Maria.
Mas “é preciso viver”, fala o poeta,
De outrora e tão perto.

Olha moço, não quero aqui,
Supor que não vivi
Fui abastado rei em carnavalescas noites
Entretanto, em outras tantas, não fui ninguém.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

20-3-8

Inteiramente indeciso
As vezes o homem fica
Cuidando do seu calvário
Achando que é saída
Mas, com certeza ele sabe
Que a vergonha do dia
Pode ser súbita imagem
Da sua cabeça vazia

Pensamentos positivos agora
E desejo de mudança
Nunca é demais, não esqueça
Então corra, há esperança
E abrace a vida inteira
Pois quem pode te dar tudo
É teu pensamento positivo
Tuas horas de estudo
Teu suor
Teu sacrifício.

sábado, 13 de dezembro de 2008

FELICIDADE

Dizem que a felicidade
Não é recebida por todos
Mas as pedras são felizes
Em seu estado contemplativo.

A noite, o vento sopra
A mesma felicidade do dia
E as horas nem reclamam
Dos minutos que perdem

Mas o Homem
Porque pensa
Imagina, talvez
Que a inércia da pedra
E condenação perpétua

Pobre homem
Que não respira a brisa toda manhã
E seu dinheiro não compra.

domingo, 7 de dezembro de 2008

RETROVISOR

 08/09/01


Por traz do retrovisor

Vejo teu rosto

Vejo teu cheiro

Vejo teu tédio

 

Olhando o retrovisor

Vejo meu mundo

Vejo meu ódio

Vejo meu vazio

 

Meu retrovisor quebrou

E agora?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

17/11/7

Ontem
Vi o mundo
Girar desgovernado
E cair sem nexo
Num apelo
Com bandeiras brancas

6/6/8

Por trás das derrotas
O homem encurta sua vida e a de seus semelhantes
Mede o tempo
Enxagua com mãos sujas suas feridas

Mas o tempo derrota a todos
E passa devagarinho todo domingo

Porém derrotado
O homem pede clemência a Deus.

Assim a vida envelhece
De posse de todos os detalhes
Uma vida ali padece
Outra, acolá, tolhe.

domingo, 30 de novembro de 2008

15/11/2008

Desconectei o verbo que já foi doce
Não suporto mais teu mundo vinagre
Porque sempre me queres nele
E minha vida? não sabe nada.
Não sabe ainda do mundo
E do homem que insólito o destrói
Não sabe do amor, de nenhum amor
Foi por isso que fechei o sorriso
E caí alvejado pelo futuro.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

HIPERTENSÃO



Sofri
um abalo no peito
Neste peito sofredor
Vasculhei o mundo por aí
E curar meus sofrimentos

Vejam, é uma ironia
Ontem mesmo a idade me queria
Hoje, minhas veias desatentas
Não suportam imprevistos

Mas há uma cura
Que não pode faltar
São capítulos da mesma cor
Encontrados em farmácias

terça-feira, 11 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Domingo Rural

Sempre gostei dos domingos
Na minha infância, eram todos ensolarados
Acordava cedo
Ouvindo o galo de campina
Apresentando o dia nascente

Domingo era especial
Chupar manga espada
Caçar passarinho
Pescar no riacho
Jogar bola a tardinha na chã

Eram assim os meus domingos infantis
Nada de enxada
Nada de buscar capim
Nada de cortar cana

Mas o domingo era curto
E minha vontade de menino
Era meu domingo bem largo
Porque trabalho era coisa pra adulto