Inteiramente indeciso
As vezes o homem fica
Cuidando do seu calvário
Achando que é saída
Mas, com certeza ele sabe
Que a vergonha do dia
Pode ser súbita imagem
Da sua cabeça vazia
Pensamentos positivos agora
E desejo de mudança
Nunca é demais, não esqueça
Então corra, há esperança
E abrace a vida inteira
Pois quem pode te dar tudo
É teu pensamento positivo
Tuas horas de estudo
Teu suor
Teu sacrifício.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
FELICIDADE
Dizem que a felicidade
Não é recebida por todos
Mas as pedras são felizes
Em seu estado contemplativo.
A noite, o vento sopra
A mesma felicidade do dia
E as horas nem reclamam
Dos minutos que perdem
Mas o Homem
Porque pensa
Imagina, talvez
Que a inércia da pedra
E condenação perpétua
Pobre homem
Que não respira a brisa toda manhã
E seu dinheiro não compra.
Não é recebida por todos
Mas as pedras são felizes
Em seu estado contemplativo.
A noite, o vento sopra
A mesma felicidade do dia
E as horas nem reclamam
Dos minutos que perdem
Mas o Homem
Porque pensa
Imagina, talvez
Que a inércia da pedra
E condenação perpétua
Pobre homem
Que não respira a brisa toda manhã
E seu dinheiro não compra.
domingo, 7 de dezembro de 2008
RETROVISOR
08/09/01
Por traz do retrovisor
Vejo teu rosto
Vejo teu cheiro
Vejo teu tédio
Olhando o retrovisor
Vejo meu mundo
Vejo meu ódio
Vejo meu vazio
Meu retrovisor quebrou
E agora?
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
6/6/8
Por trás das derrotas
O homem encurta sua vida e a de seus semelhantes
Mede o tempo
Enxagua com mãos sujas suas feridas
Mas o tempo derrota a todos
E passa devagarinho todo domingo
Porém derrotado
O homem pede clemência a Deus.
Assim a vida envelhece
De posse de todos os detalhes
Uma vida ali padece
Outra, acolá, tolhe.
O homem encurta sua vida e a de seus semelhantes
Mede o tempo
Enxagua com mãos sujas suas feridas
Mas o tempo derrota a todos
E passa devagarinho todo domingo
Porém derrotado
O homem pede clemência a Deus.
Assim a vida envelhece
De posse de todos os detalhes
Uma vida ali padece
Outra, acolá, tolhe.
domingo, 30 de novembro de 2008
15/11/2008
Desconectei o verbo que já foi doce
Não suporto mais teu mundo vinagre
Porque sempre me queres nele
E minha vida? não sabe nada.
Não sabe ainda do mundo
E do homem que insólito o destrói
Não sabe do amor, de nenhum amor
Foi por isso que fechei o sorriso
E caí alvejado pelo futuro.
Não suporto mais teu mundo vinagre
Porque sempre me queres nele
E minha vida? não sabe nada.
Não sabe ainda do mundo
E do homem que insólito o destrói
Não sabe do amor, de nenhum amor
Foi por isso que fechei o sorriso
E caí alvejado pelo futuro.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
HIPERTENSÃO
Sofri um abalo no peito
Neste peito sofredor
Vasculhei o mundo por aí
E curar meus sofrimentos
Vejam, é uma ironia
Ontem mesmo a idade me queria
Hoje, minhas veias desatentas
Não suportam imprevistos
Mas há uma cura
Que não pode faltar
São capítulos da mesma cor
Encontrados em farmácias
terça-feira, 11 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Domingo Rural
Sempre gostei dos domingos
Na minha infância, eram todos ensolarados
Acordava cedo
Ouvindo o galo de campina
Apresentando o dia nascente
Domingo era especial
Chupar manga espada
Caçar passarinho
Pescar no riacho
Jogar bola a tardinha na chã
Eram assim os meus domingos infantis
Nada de enxada
Nada de buscar capim
Nada de cortar cana
Mas o domingo era curto
E minha vontade de menino
Era meu domingo bem largo
Porque trabalho era coisa pra adulto
Na minha infância, eram todos ensolarados
Acordava cedo
Ouvindo o galo de campina
Apresentando o dia nascente
Domingo era especial
Chupar manga espada
Caçar passarinho
Pescar no riacho
Jogar bola a tardinha na chã
Eram assim os meus domingos infantis
Nada de enxada
Nada de buscar capim
Nada de cortar cana
Mas o domingo era curto
E minha vontade de menino
Era meu domingo bem largo
Porque trabalho era coisa pra adulto
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
ESTÁTUA
Sou antiga
Tão antiga
O tempo me virou as costas
Não me olha mais.
As pessoas
Elas vão e voltam
Nascem
Morrem
Sou só lembranças
A morte já não me quer mais
A vida me despreza
Sou fria em dias frios ou quentes.
Só o tempo decide.
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