domingo, 29 de abril de 2012


SEM INTERNET 
24/04/12 Constantino Lagoa 

É hoje, é amanhã
Tão longe de mim;
Não sei viver sem você
Desespero-me por que 
És tão cara
Minha cara!
Mas tu, 
Inconstante como sempre
Sequer da minha presença
Tens noção
Mas não infarto
Porque comes só o meu dinheiro
E não meu coração.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Feira Livre

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domingo, 13 de março de 2011

Sol Amazônico

Domingo,

Acordei ainda preguiçoso,


Mas o sol amazônico e dourado


Acabou por me acordar de vez.

Oriente Eterno

A morte existe infinitamente
Também infinitamente são os dias tristes
Aqueles sem burocracias e sol lamurioso.
Os amigos partem 
Os Irmãos vão para o Oriente
E um dia também seremos nós
Os escolhidos para uma nova etapa.

Última Poesia

Uma poesia
Para encerrar a noite 
Dentro do copo
Dentro do corpo
Dentro do vazio
Antes que amanheça o dia

quarta-feira, 9 de março de 2011

Beija-flor


Beija-flor Ganhou
a Globo Ganhou
Milhões de reais
Para o povo esquecer
As maracutaias do poder


Viva o Brasil!
Viva o saber!

Oito de Março

Dia da mulher



Dia de mulher




Dia mulher







glitters

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Pão Difícil

Minuto a minuto passa o ano
E uma nova história sempre construída
Ôxe, o tempo voa, vai embora
Lambendo açúcar
Partindo pão.
Pessoas passam
Minuto a minuto
Pensando o pão
E no dinheiro para comprá-lo.
A história construída
O tempo passado
A barriga vazia

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ATENTADO

Andava pela rua tranquilo como um bom samaritano.
Pessoas felizes com a sua presença, gritavam desconexas;
Era uma tarde exuberante e cheia de otimismo; apesar do calor, do suor e do povo;
A brisa marinha raspava sua calva descoberta e bronzeada;
A rua estava feliz, o povo estava feliz, o mar estava azul.

Mas nem tudo é perfeito neste reino de gente “amarga” e vermelha que de longe começaram a mangar dele.
Povo mesquinho; ali uma liderança nacional e eles contra;
Paciência, pensou o líder com sua calva messiânica.

De repente algo veio ao seu encontro e o encontrou no meio de uma oração (um costume seu, muito antigo, caminhar orando).
Como é gostoso orar, rezar; os santos, o povo de Deus, os bispos, os pastores, até o papa.
“Deixa para lá, foi algo se importância; acho que alguém passou o lenço em minha calva suada.” Pensou .
E aquele homem, cheio de ternura e graça por ali a passear.

O telefone toca.
“Patrão é para o senhor.”
Atende.
Coça a cabeça.
Corre até a van.
Hospital.
Ressonância magnética.
Estava zonzo.
Seu equilíbrio.
Meu Deus!
Ai de mim;
alguém viu?
Não?
Ah!
Bem, sofri um atentado!

Manchete: “o homem calvo. Aquele homem, pronto para abraçar o Brasil, o mundo, foi alvejado!”
Perito: “Tenho certeza e acredito. Foi sim. Foi um rolo.”
“Compressor?” Perguntaram.
“Não. Rolo de fita. 500 gramas; mais a velocidade, a força, a trajetória: traumatismo. Ai, ai.”

Ah! meu Deus, como pode tamanha desfaçatez?
Será que Cristo também fingiu?
Kennedy, João Paulo II, Reagan?
Bolinha de papel; não fere, não machuca, não causa dor, não ganha eleição.
Adeus homem calvo. Adeus homem.



Porto Velho
nov. 2010

domingo, 14 de novembro de 2010

LA FUGA

Excelente poema do peruano Arturo Corcuera que esteve recentemente em Porto Velho.




¡Espinita de la tierra
hiérele sus pies desnudos!
Mi Camucha, tan porfiada,
se quiere fugar con otro
degollando mi cariño.
¡Espinita de la tierra
hiérele sus pies desnudos!
¡Avispa de los aires
pícale en el corazón!                
Si ahora niega quererme
por qué no lo negó         
aquella noche en la yerba.                
¡Avispa de los aires                       
pícale en el corazón!




Cantoral, Lima 1953.