quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ESTÁTUA

Sou antiga
Tão antiga
O tempo me virou as costas
Não me olha mais.

As pessoas
Elas vão e voltam
Nascem
Morrem
Sou só lembranças

A morte já não me quer mais
A vida me despreza
Sou fria em dias frios ou quentes.
Só o tempo decide.

terça-feira, 26 de agosto de 2008


Uma lágrima torrencial
Numa folha que caí
Uma estaca encravada
Na manhã chuvosa
Um mar abandonado
No fundo do teu olhar

E o tempo?
Sem que ninguém lhe peça
Avança segundo a segundo
Transportando nossas vidas

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Livre Arbítrio (1/8/8)


O momento certo da decisão

Do homem que buscar o amor

Pode está atrás daquela pedra

Que o mesmo ignora


Lamentável não atingir

O sossego das horas

Nem atingir a noite

presa em uma gaiola


Passa o tempo, a vida

E até as rugas se curvam

Os momentos felizes

Tão poucos, afundam


Nobres senhores

Livras teus irmãos das trevas

Eles precisam de luz

Pois ainda são como crianças

sexta-feira, 25 de julho de 2008


Estrutura de ferro. Essa é uma das caixas dágua de Porto Velho. Na verdade são três, todas parecidas e uma ao lado da outra. Lembrança de uma época que ficou. Memória de um tempo diferente do de hoje.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

PROFESSOR EM DIA

Oh! Meu Deus
Oh! Minha mãe
Meu trabalho diário
Para o meu salário aumentar
São seis horas em sala
E não poder reclamar

Professor neste país
De muita terra e dinheiro
Só Jesus Cristo salva
Desse infeliz pesadelo
Pois se até Ele fosse
Professor por aqui
Já teria desistido
De morrer como mártir

Mais eis um acalanto
De norte a sul vai correr
É o piso salarial
Que o professor merecer
950 reais por mês
Pelo tempo de faculdade
Nenhum outro profissional ganha
Porque não é caridade

Mas, eis um conselho, caro amigo
Seja pertinente e audaz
Pois melhor salário ganha
Quem procura estudar mais
Então não desista
E lembre-se que
O professor no Brasil
Sofre desde o Império
Se não mudou até agora
Espere no cemitério!

sábado, 19 de julho de 2008

Essa é do João Valdênio. Grande amigo e artista plástico.

Amanhã,
Que caia
A chuva da desculpa.
Que eu pegue
O ônibus do engarrafamento.

Que eu durma
Com frio,
No escuro
Do esquecimento.

Que eu mate
Mais uma mãe
Que eu ganhe
Outra manhã.

sábado, 12 de julho de 2008

17/04/08

Se a vida é tão boa
Como pode alguém tirá-la?
legislar sobre outros
até massacra-los.

Como posso viver feliz
Com minha vida que corre
Se meu irmão, coitado
Tem uma vida morta?

Como querer progredir
Sem o meu irmão?
Sem ele, nada posso fazer

A vida acorda melhor
Para quem dá as mãos
Sem medo de temer.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

SAUDADES



Eis-me aqui parado, ouvido atento

Com o bloco da Saudade ao meu lado.

Lembrar velhos carnavais

Faz-me lembrar Recife

E meu coração reclama,

Com saudade.

Recife

Tuas ruas

Praças e cheiros

Teu povo

Hospitaleiro


Tenho por ti, Recife,

Um amor imenso

Um olhar de longe

Guarda-a pra nós Claudionor

segunda-feira, 31 de março de 2008

EGOISTA


23/06/2007



Eu sou!

Eu sou!

Eu sou!

Tu és.

Mas eu sou!

Eu sou!

Eu sou!