
Uma lágrima torrencial
Numa folha que caí
Uma estaca encravada
Na manhã chuvosa
Um mar abandonado
No fundo do teu olhar
E o tempo?
Sem que ninguém lhe peça
Avança segundo a segundo
Transportando nossas vidas
O momento certo da decisão
Do homem que buscar o amor
Pode está atrás daquela pedra
Que o mesmo ignora
Lamentável não atingir
O sossego das horas
Nem atingir a noite
presa em uma gaiola
Passa o tempo, a vida
E até as rugas se curvam
Os momentos felizes
Tão poucos, afundam
Nobres senhores
Livras teus irmãos das trevas
Eles precisam de luz
Pois ainda são como crianças

Eis-me aqui parado, ouvido atento
Com o bloco da Saudade ao meu lado.
Lembrar velhos carnavais
Faz-me lembrar Recife
E meu coração reclama,
Com saudade.
Recife
Tuas ruas
Praças e cheiros
Teu povo
Hospitaleiro
Tenho por ti, Recife,
Um amor imenso
Um olhar de longe
Guarda-a pra nós Claudionor

Ah! Jesus que fria
Se toda segunda eu morresse
E nada de mal me acontecesse
Garanto ao Senhor
Que para o trabalho eu nem ía.
E toda terça Senhor
Como quem volta do bar
Como quem dar volta ao mar
Sorrateiramente o Senhor me traria
Mas Jesus,
Hoje é segunda
Obrigado por tudo
Não morri, bem sei
E nem quero
Entendei.
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