terça-feira, 30 de março de 2010

2010

Ah! 2010, chegaste e eu nem sequer me dei conta. Esqueci até meu aniversário em setembro. Tudo culpa tua 2010. Culpa porque ainda não me mostrasses o caminho que quero seguir e sei muito bem que tu o sabes. Mas enfim, não quero mais perder tempo. O tempo urge sempre perto dos mais necessitados e ele já me abocanhou.
Então Chega!! não perderei mais nenhuma tempo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009

PENSANDO NA VIDA

Parei por um momento
Para pensar na vida
Pedalando a bicicleta
Desvendando o mundo

É primavera, uma rosa
A tristeza foi embora
Ficou vazio o terreiro
Depois que a poeria voou

Não importa o que passou
Porque agora é inverno
O sol congela na fronte
A água jorra no mar

Ah! passou. Outono.
Folhas olham pesarosas
O tempero do milho
Virar pipoca

Tão pouco foi o verão;
Passou pela janela de manhã
Não vi o mundo crescer
Tampouco me vi crescendo.

FELIZ

Sempre que penso em ti

Um sorriso me abre a boca

Capim verde, terra solta.

Canta assim o bem-te-vi.

Toda vez que penso em ti

Meu cachorro feliz canta

O sol medroso levanta

A parede do quarto sorri.

Mas, mesmo assim.

Quando penso em ti

Vejo que estás crescendo.

Enrolo-te no capim

Jesus, quanto ti-ti-ti

É minha filha, só vendo.

LEMBRANÇAS

Meus pés

De laranja botaram

Meias rasgadas

Que pés suaram

Minhas mãos

Com espinhos sangrou

Foram lavadas

O sangue teimou

Minha vida

Veneno expulsou

Pedras, diamantes

A todos guardou

Não sei se por lembrança

Ou se por acaso

Vitórias e derrotas

Têm mesmo armário

A MORTE

Uma senhora velha
sem pena e trégua
uma velha senhora
nova e vigorosa

Esta sim é uma velha
intrometida e certa
não há lugar e dinheiro
nos espreita o tempo inteiro

senhora, senhora
meus pecados de falo
posso morrer dez vezes
outras dez volto.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SARDADE DO MADÊRA

Inscreve pra mim, poeta, sobre a mortindadi
dos pexe que ali morreu
dizendo pras autoridadis da calamidadi
e também do meu pão de cada dia, qui com ela faliceu.

Foi uma tristeza só ver aquilo acunticendo
barba chata, pintadinho, surubim, se asfiquiciendo
e eu vendo tudo aquilo sem puder ajudar
minha fia, tão moça coitadinha, num aguentô ficô a chorar

mi vi vortando no passado e a sardade arrancando di mim um pedaçu
eu correndo por di cima e pulando aquelas preda preta discarçu
na minha infância vortei
lembrei tudo no lugar onde tanto brinquei

naquela maior predra preta
empinei di lá muita pepeta
agora ela morre afogada
onde antis era terra seca

inscreve Poeta, cum palavras bunitas e fiér
maravilhosa também como arcuiri no cér
fala qui a cachoera além di trazer pramim qui cumer também
trouxe Deusa, qui inté hoje é meu amor, meu bem.

era ali onde o boto vinha tomar fôrgo
qui nóis pegava fogo
e juramos qui enquanto agente vivesse lá nóis ia ficar
dicima da predra preta mais arta o nosso amor aumetar

inscreve Poeta, i comovi essa gente ruim
mas nóis já sabi qui é quase inpossivi isso sim
afinar, as pessôas qui lê o que inscreve ocê
é gente boa, di consciença e tem emoção, mas não puder.

puder tem as autoridadi
qui faís mataça di pexe e de amor di verdadi
não tem essa gente consciença não!
elas não tem coração!

mesmo assim inscreve o qui eu ti digo
sei qui ocê vai fazê isso purque é meu amigo
mas si num cunsiguir eles cunvincer, tem portança não!
eu, a fia e minha véia, continuaremos pidindo a Deus em oração.

Dedico a seu Francisco e sua esposa D. Deusa e seus filhos, Tancredo, Diane e Adriana moradores da Vila de Santo Antônio.

DO POETA E AMIGO PAULO SÉRGIO

terça-feira, 28 de abril de 2009

REFLEXÃO

Naquela câmara estava eu
ali, vivo e ao mesmo tempo morto
foi um momento de reflexão e meu 
coração atento fitava-me o rosto.

Aquelas paredes levaram-me à infância
que vivi alegre com meus irmãos
meus pais ensinaram-se que a tolerância
deveriamos traze-la sempre à mão.

Depois, já adulto, naquela câmara refletindo
chorei de alegria quando lembrei
que ainda naquele dia de uma vida estava saindo

Com meu coração renovado ganhei
a vida nova que dali em diante sonhei
e muitos irmãos que apartir dali terei


sábado, 4 de abril de 2009

VIDA FIXA .'.edmilson constantino: HIPERTENSÃO

VIDA FIXA .'.edmilson constantino: HIPERTENSÃO

HIPER TENSÃO

"Sofri um abalo no peito",
tinha você do meu lado.
este peito sofredor,
este coração apaixonado.

"Vejam, é uma ironia",
eu que tanto me queria,
não sei o que fazer,
agora que a tenho aqui.

"Mas há uma cura",
que por Deus; bem poderia faltar,
são matizes desta cor azul,
que no câmbio negro, fui comprar.

Eu sei, eu estou tenso,
na verdade; eu estou hiper tenso,
que bom que a "azulzinha",
não é feita de sal.






By Normancy


N.A.: Minha "Hiper tensão" para a "Hipertensão" do poeta e amigo Constantinolagoa.

Obrigado pelo carinho e leitura das minhas poesias.