terça-feira, 11 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Domingo Rural
Sempre gostei dos domingos
Na minha infância, eram todos ensolarados
Acordava cedo
Ouvindo o galo de campina
Apresentando o dia nascente
Domingo era especial
Chupar manga espada
Caçar passarinho
Pescar no riacho
Jogar bola a tardinha na chã
Eram assim os meus domingos infantis
Nada de enxada
Nada de buscar capim
Nada de cortar cana
Mas o domingo era curto
E minha vontade de menino
Era meu domingo bem largo
Porque trabalho era coisa pra adulto
Na minha infância, eram todos ensolarados
Acordava cedo
Ouvindo o galo de campina
Apresentando o dia nascente
Domingo era especial
Chupar manga espada
Caçar passarinho
Pescar no riacho
Jogar bola a tardinha na chã
Eram assim os meus domingos infantis
Nada de enxada
Nada de buscar capim
Nada de cortar cana
Mas o domingo era curto
E minha vontade de menino
Era meu domingo bem largo
Porque trabalho era coisa pra adulto
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
ESTÁTUA
Sou antiga
Tão antiga
O tempo me virou as costas
Não me olha mais.
As pessoas
Elas vão e voltam
Nascem
Morrem
Sou só lembranças
A morte já não me quer mais
A vida me despreza
Sou fria em dias frios ou quentes.
Só o tempo decide.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Livre Arbítrio (1/8/8)
O momento certo da decisão
Do homem que buscar o amor
Pode está atrás daquela pedra
Que o mesmo ignora
Lamentável não atingir
O sossego das horas
Nem atingir a noite
presa em uma gaiola
Passa o tempo, a vida
E até as rugas se curvam
Os momentos felizes
Tão poucos, afundam
Nobres senhores
Livras teus irmãos das trevas
Eles precisam de luz
Pois ainda são como crianças
sexta-feira, 25 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
PROFESSOR EM DIA
Oh! Meu Deus
Oh! Minha mãe
Meu trabalho diário
Para o meu salário aumentar
São seis horas em sala
E não poder reclamar
Professor neste país
De muita terra e dinheiro
Só Jesus Cristo salva
Desse infeliz pesadelo
Pois se até Ele fosse
Professor por aqui
Já teria desistido
De morrer como mártir
Mais eis um acalanto
De norte a sul vai correr
É o piso salarial
Que o professor merecer
950 reais por mês
Pelo tempo de faculdade
Nenhum outro profissional ganha
Porque não é caridade
Mas, eis um conselho, caro amigo
Seja pertinente e audaz
Pois melhor salário ganha
Quem procura estudar mais
Então não desista
E lembre-se que
O professor no Brasil
Sofre desde o Império
Se não mudou até agora
Espere no cemitério!
Oh! Minha mãe
Meu trabalho diário
Para o meu salário aumentar
São seis horas em sala
E não poder reclamar
Professor neste país
De muita terra e dinheiro
Só Jesus Cristo salva
Desse infeliz pesadelo
Pois se até Ele fosse
Professor por aqui
Já teria desistido
De morrer como mártir
Mais eis um acalanto
De norte a sul vai correr
É o piso salarial
Que o professor merecer
950 reais por mês
Pelo tempo de faculdade
Nenhum outro profissional ganha
Porque não é caridade
Mas, eis um conselho, caro amigo
Seja pertinente e audaz
Pois melhor salário ganha
Quem procura estudar mais
Então não desista
E lembre-se que
O professor no Brasil
Sofre desde o Império
Se não mudou até agora
Espere no cemitério!
sábado, 19 de julho de 2008
Essa é do João Valdênio. Grande amigo e artista plástico.
Amanhã,
Que caia
A chuva da desculpa.
Que eu pegue
O ônibus do engarrafamento.
Que eu durma
Com frio,
No escuro
Do esquecimento.
Que eu mate
Mais uma mãe
Que eu ganhe
Outra manhã.
Que caia
A chuva da desculpa.
Que eu pegue
O ônibus do engarrafamento.
Que eu durma
Com frio,
No escuro
Do esquecimento.
Que eu mate
Mais uma mãe
Que eu ganhe
Outra manhã.
sábado, 12 de julho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
SAUDADES

Eis-me aqui parado, ouvido atento
Com o bloco da Saudade ao meu lado.
Lembrar velhos carnavais
Faz-me lembrar Recife
E meu coração reclama,
Com saudade.
Recife
Tuas ruas
Praças e cheiros
Teu povo
Hospitaleiro
Tenho por ti, Recife,
Um amor imenso
Um olhar de longe
Guarda-a pra nós Claudionor
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